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Bolsas Erasmus+ na Itália: Como Funcionam para Brasileiros

Por Vinicius Capelloto · Atualizado em 15 de setembro de 2026 · 6 min de leitura

Estudante internacional em programa Erasmus na Itália

O Erasmus+ é frequentemente associado a estudantes europeus fazendo um semestre fora dentro do próprio bloco — mas essa é só uma fatia do programa. Para brasileiros, a porta de entrada real para bolsas ligadas ao Erasmus+ é outra: o Erasmus Mundus, uma linha de mestrados internacionais aberta a candidatos do mundo todo.


Erasmus+ x Erasmus Mundus: qual é o caminho para brasileiros

O Erasmus+ "clássico" — o de mobilidade de um semestre — exige que o estudante já esteja matriculado em uma universidade parceira dentro do programa, geralmente europeia. Não é, portanto, um caminho direto para quem está no Brasil buscando ingressar em uma universidade italiana do zero.

Novidade: o Reino Unido volta ao Erasmus+ a partir de janeiro de 2027, após acordo fechado com a UE em abril de 2026 — 7 anos depois de sair do programa com o Brexit. Para quem já estiver matriculado numa universidade italiana até lá, isso reabre destinos britânicos (Oxford, Cambridge e outras) para mobilidade Erasmus+ clássica, nas mesmas condições dos demais países do programa.

O Erasmus Mundus Joint Master Degrees (EMJMD) é diferente: são programas de mestrado organizados por um consórcio de duas ou mais universidades europeias — muitas vezes incluindo instituições italianas — com bolsas financiadas pela Comissão Europeia, abertas a candidatos de qualquer nacionalidade, inclusive brasileiros.

Um mestrado Erasmus Mundus normalmente é cursado em pelo menos dois países diferentes ao longo do programa — por exemplo, um semestre na Itália e outro na Alemanha ou na Espanha, com diploma conjunto ou duplo ao final.

O que a bolsa Erasmus Mundus cobre

  • Isenção total das taxas de matrícula em todas as universidades do consórcio
  • Mesada mensal para custear moradia e despesas de subsistência
  • Auxílio de instalação e, em muitos programas, passagens entre os países do consórcio
  • Seguro de saúde internacional durante todo o período do curso

A cobertura é considerada uma das mais completas entre os programas de bolsa disponíveis na Europa — mas a concorrência também é proporcionalmente mais alta, já que as vagas são globais.

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Como se candidatar

  1. Pesquise os programas EMJMD com universidades italianas no catálogo oficial da Comissão Europeia, filtrando por área de interesse.
  2. Verifique os requisitos específicos de cada consórcio — histórico acadêmico, proficiência em inglês e, às vezes, experiência prévia na área.
  3. Submeta a candidatura diretamente no portal do consórcio, geralmente entre outubro e janeiro para início no outono seguinte.
  4. Indique a preferência pela bolsa completa (Erasmus+ scholarship) no formulário — nem todo candidato aprovado no curso recebe a bolsa integral, já que o número de bolsas costuma ser menor que o de vagas.
Cada consórcio Erasmus Mundus tem seu próprio prazo e critérios — não existe um edital único. Comece a pesquisa com pelo menos 10 a 12 meses de antecedência do início desejado do curso.

Perguntas Frequentes sobre Erasmus+ para Brasileiros

Um brasileiro sem cidadania europeia pode participar do Erasmus+?

Sim, mas não pelas mesmas vias que um estudante de universidade europeia em intercâmbio dentro do bloco. O caminho mais realista é o Erasmus Mundus Joint Master Degrees, aberto a candidatos do mundo todo, incluindo o Brasil.

Qual a diferença entre Erasmus+ e Erasmus Mundus?

Erasmus+ é o programa guarda-chuva da União Europeia para educação, incluindo mobilidade de estudantes já matriculados em universidades europeias. Erasmus Mundus é uma linha específica dentro do Erasmus+ voltada a mestrados internacionais conjuntos, com bolsas abertas a estudantes de qualquer país do mundo.

O Erasmus Mundus pode ser combinado com o DSU?

Não costuma ser necessário — a bolsa Erasmus Mundus, quando concedida, já cobre integralmente mensalidade, seguro saúde, viagem e uma mesada mensal. Estudantes que não recebem a bolsa completa do consórcio, mas se matriculam no curso, podem avaliar o DSU regional normalmente.

Existe algum requisito de idioma para os cursos Erasmus Mundus na Itália?

Sim, a maioria dos cursos é ministrada em inglês, mas exige comprovação de proficiência (geralmente IELTS ou TOEFL) no ato da candidatura. Alguns programas com módulos na Itália também recomendam noções básicas de italiano para a vida cotidiana.

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