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Itália ou Outro País para Estudar? Comparativo Honesto para Brasileiros

Por Vinicius Capelloto · Atualizado em 19 de setembro de 2026 · 9 min de leitura

Mapa com Itália, Alemanha, Espanha, Portugal, Holanda, Irlanda e Canadá destacados e suas bandeiras

Quase todo brasileiro que decide estudar fora compara a Itália com pelo menos um outro país antes de fechar a escolha. Esta página junta os dez destinos que mais aparecem nessa conta em uma tabela só — e, abaixo dela, aponta para a análise detalhada de sete dos pares e traz um resumo de Suécia e Dinamarca.

Não existe um país melhor em termos absolutos: existe o que faz mais sentido para o seu curso, o seu orçamento e o seu objetivo depois da formatura. A tabela serve para eliminar rápido as opções que não cabem no seu caso.

Comparativo

Itália e nove destinos que brasileiros consideram

PaísMensalidade para brasileiroCusto de vida/mêsEnsino em inglêsBolsa por renda
Itália€0–€4.000/ano, calculada pela renda (ISEE Parificato)€700–€1.100 (fora de Milão)Centenas de cursos, graduação e mestradoDSU regional: moradia + refeição + bolsa em dinheiro
Alemanha€0 na maioria dos estados (taxa semestral €150–€350) ¹€900–€1.400Comum no mestrado, raro na graduação (alemão C1)BAföG restrito a internacionais; DAAD por mérito
Espanha€700–€2.500/ano, varia por comunidade autônoma€800–€1.200Limitado na graduação, crescendo no mestradoBecas MEC quase só para residentes
Portugal€1.000–€3.000/ano (Estatuto do Estudante Internacional)€700–€1.100Poucos cursos na graduaçãoAção social com acesso restrito a estudantes de fora da UE
Holanda€8.000–€20.000+/ano (taxa de não-europeu)€1.000–€1.500Ampla oferta, inclusive na graduaçãoHolland Scholarship: €5.000 em parcela única
Irlanda€9.000–€25.000+/ano (taxa de não-europeu)€1.200–€1.800 (Dublin)Inglês nativoLimitada, concedida pelas próprias universidades
Reino Unido£15.000–£45.000/ano, sem relação com a renda£900–£1.400 (Londres mais alto)Inglês nativo (exige IELTS for UKVI, B2)Chevening: integral, mas exige 2+ anos de experiência
CanadáCA$20.000–CA$40.000+/ano, sem relação com a rendaCA$1.500–CA$2.500 (Toronto/Vancouver mais alto)Inglês / francês (Quebec)Sem sistema por renda; bolsas por mérito concorridas
SuéciaEm média cerca de SEK 160.000/ano (≈ €14.000), definida por programa; taxa de inscrição de SEK 900 ²Piso exigido para o visto: SEK 10.656/mês (≈ €950) ²Mais de 1.000 programas em inglês, mais de 100 na graduaçãoSI Scholarships (mestrado; brasileiros elegíveis; exige experiência profissional)
Dinamarca€6.000–€16.000/ano (DKK 45.000–120.000); alguns programas cobram bem mais ²Piso exigido para o visto: DKK 7.426/mês (≈ €1.000) ²Mais de 500 programas em inglêsBolsas do governo em número limitado; brasileiros podem concorrer por acordo cultural

Faixas compiladas de órgãos oficiais de cada país (DAAD, DGES/Portugal, Ministerio de Universidades da Espanha, Nuffic/Holanda, Education in Ireland, UKCISA/Reino Unido, IRCC/Canadá, Swedish Migration Agency e Universityadmissions.se, Study in Denmark e SIRI) e dos sites das universidades. Valores por ano letivo, sujeitos a reajuste anual — verificado em setembro/2026. Confirme sempre no site oficial da instituição. ¹ Baden-Württemberg cobra cerca de €1.500/semestre de estudantes de fora da UE. ² SEK e DKK convertidos para euros de forma aproximada; os valores de visto são o mínimo que a autoridade migratória exige comprovar, não uma estimativa do seu gasto mensal.

Para pôr números no seu caso específico, use o simulador de custos para estudar na Itália e compare o total com o orçamento que você projeta para o outro país.

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Itália ou Alemanha

A comparação em que a mensalidade quase não pesa — os dois países chegam perto de zero para quem se enquadra. A decisão real gira em torno do idioma (a graduação alemã é majoritariamente em alemão) e do custo de vida, mais alto nas cidades universitárias alemãs. Há ainda um detalhe que pega muitos brasileiros de surpresa: o diploma de ensino médio brasileiro geralmente não dá acesso direto à graduação alemã.

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Itália ou Espanha

A proximidade do espanhol com o português é a grande vantagem espanhola, mas ela é menor do que parece no plano acadêmico, já que a Itália oferece centenas de cursos em inglês. A diferença estrutural está nas bolsas: a Espanha não tem um equivalente ao DSU italiano com a mesma abertura a estrangeiros.

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Itália ou Portugal

Os dois destinos mais procurados por brasileiros na Europa. Portugal ganha no idioma e na adaptação inicial; a Itália ganha no custo para famílias de renda média (mensalidade pela renda x propina fixa em Portugal) e na profundidade do sistema de bolsas.

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Itália ou Holanda

A Holanda tem a maior oferta de cursos em inglês da lista, mas cobra a taxa de não-europeu — muitas vezes o dobro ou mais da mensalidade paga por estudantes da UE — e vive uma crise de moradia estudantil. A conta total costuma pesar a favor da Itália.

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Itália ou Irlanda

O inglês nativo é o argumento da Irlanda, junto da presença das multinacionais de tecnologia. Contra: Dublin é uma das cidades mais caras da Europa e a mensalidade de não-europeu é alta e fixa. A Itália também oferece cursos em inglês e o mecanismo de permanência após a formatura equivalente ao Stamp 1G irlandês.

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Itália ou Reino Unido

O inglês nativo e o peso de marca de Oxford, Cambridge e LSE são o argumento britânico — mas a mensalidade (£15.000 a £45.000/ano) não varia por renda, ao contrário do ISEE Parificato italiano. Some a isso as taxas do visto (£558 + £776/ano de sobretaxa de saúde) e a exigência recente de inglês nível B2, e o Reino Unido se torna o destino mais caro desta lista para a maioria das famílias brasileiras de renda baixa a média.

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Itália ou Canadá

A única comparação da lista fora da Europa — e a única em que a imigração de longo prazo é o fator decisivo. Se o objetivo número um é a residência permanente, o Canadá tem o caminho mais estruturado e pode justificar o custo bem mais alto. Se o objetivo é formação de qualidade pelo menor custo, a Itália tende a vencer.

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Itália ou Suécia

A Suécia tem uma das maiores ofertas em inglês da Europa (mais de 1.000 programas, mais de 100 deles graduações), mas cobra de não-europeus uma mensalidade média de cerca de SEK 160.000 por ano (≈ €14.000), definida por programa, mais uma taxa de inscrição de SEK 900. A Itália, por sua vez, calcula a mensalidade pela renda da família (ISEE Parificato) e pode chegar a zero com a bolsa DSU.

Para o brasileiro, o ensino médio atende ao requisito geral de graduação, mas não comprova o inglês (é preciso um teste reconhecido) e, para quem concluiu o ensino médio depois de 2009, há um requisito adicional de matemática equivalente aos cursos suecos Mathematics 1a, 1b ou 1c. O visto exige comprovar SEK 10.656 por mês, e nas autorizações concedidas a partir de 11 de junho de 2026 quem estuda graduação ou mestrado pode trabalhar, em regra, no máximo 15 horas por semana durante o semestre.

Depois da formatura, a autorização para procurar emprego vale por até um ano, prazo parecido com o italiano. Na bolsa, a SI Scholarships for Global Professionals é só para mestrado, aceita brasileiros e exige experiência profissional e de liderança. Na conta total, a Itália tende a ser bem mais barata para quem se enquadra no ISEE; a Suécia faz mais sentido para quem tem financiamento, uma bolsa ou um programa específico.


Itália ou Dinamarca

A Dinamarca tem mais de 500 programas em inglês, mas a mensalidade para não-europeus fica, segundo o Study in Denmark, entre €6.000 e €16.000 por ano (DKK 45.000 a 120.000), e alguns programas cobram bem mais. O visto exige comprovar DKK 7.426 por mês (nível de 2026). A admissão pede que o seu ensino médio seja reconhecido como equivalente ao dinamarquês, com conversão das notas, e inglês nível B.

O ponto forte está no que vem depois: quem conclui uma graduação ou um mestrado dinamarquês pode receber uma autorização de até 3 anos para procurar emprego, e, desde julho de 2024, o estudante pode trabalhar até 90 horas por mês. Há poucas bolsas, em número limitado, e o Study in Denmark lista o Brasil entre os países cujos estudantes podem concorrer a uma bolsa do governo por acordo cultural.

Se o seu foco é ficar trabalhando na Europa depois de formado e você tem como pagar a mensalidade, a Dinamarca pesa a favor. Se o foco é custo, a Itália tende a vencer: veja como funcionam os cursos em inglês na Itália e o simulador de custos.

Perguntas Frequentes

Qual é o país mais barato para um brasileiro estudar na Europa?

Depende da renda familiar. Alemanha e Itália disputam o primeiro lugar: a Alemanha não cobra mensalidade na maioria dos estados (só uma taxa semestral de €150 a €350), e a Itália calcula a mensalidade pela renda via ISEE Parificato, chegando à isenção total para famílias de renda baixa a média. A diferença é que o custo de vida no interior italiano costuma ser menor que em cidades universitárias alemãs, e o sistema de bolsas DSU italiano (moradia, alimentação e dinheiro) é mais acessível a estrangeiros do que o BAföG alemão. Suécia e Dinamarca estão entre os mais caros para não-europeus: a mensalidade média na Suécia é de cerca de €14.000 por ano, e na Dinamarca fica entre €6.000 e €16.000.

Em quais desses países dá para estudar sem falar o idioma local?

Holanda e Irlanda são os mais fáceis nesse ponto — a Holanda tem uma das maiores ofertas de cursos em inglês da Europa (inclusive na graduação) e a Irlanda é de língua inglesa nativa. Suécia e Dinamarca também têm grande oferta em inglês (mais de 1.000 programas na Suécia e mais de 500 na Dinamarca, somando todos os níveis). A Itália vem logo atrás, com centenas de cursos em inglês na graduação e no mestrado. Alemanha, Espanha e Portugal exigem o idioma local na maior parte dos cursos de graduação, com mais opções em inglês só no mestrado.

Qual país tem o caminho mais estruturado para ficar depois de formado?

O Canadá — o Post-Graduation Work Permit e o Express Entry formam um percurso previsível até a residência permanente, algo que nenhum país europeu dessa lista oferece com a mesma clareza. Entre os europeus, todos dão hoje um período de permanência para procurar emprego após a formatura (12 meses na Itália e na Irlanda para a graduação, 18 na Alemanha, 12 na Holanda, até 12 na Suécia e até 3 anos na Dinamarca), mas a transição para residência de longo prazo é menos direta.

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